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Quando a Amazônia nos devolve à infância

  • Foto do escritor: Eduardo Pura Pesca Monteiro
    Eduardo Pura Pesca Monteiro
  • 10 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Uma pesca ria raiz no Rio Igapó-Açú



Essa última temporada marcou uma das experiências mais profundas que já vivi na pesca esportiva. Decidi fazer uma viagem simples, sem luxo, do jeito que a gente chama na Amazônia de pescaria raiz, com o objetivo principal de explorar lagos e novas áreas para a operação Açú Amazon Trip que irá iniciar em 2026.


Mas além da prospecção, essa viagem acabou sendo uma viagem para dentro de mim mesmo — uma volta à essência da pesca.


Simples, autêntica e cheia de memória

Fomos em um barquinho regional, aquele barco tradicional amazônico que navega a todo tempo junto com a cultura do rio. Nada de grandes motores, nada de correria. Dormimos em rede, cozinhamos comida simples, rimos das peripécias do dia e conversamos olhando a noite escura sobre o rio.



A cada jornada, eu lembrava da minha infância pescando com meu pai, onde o importante não era o tamanho do peixe, mas estar ali, aprendendo, vivendo o momento. Essa viagem trouxe exatamente esse sentimento: pescar só pelo prazer de pescar.

É impressionante como o simples, quando vivido intensamente, se torna grandioso.


Rio Igapó-Açú – o grande afluente do Madeira

Para quem ainda não conhece, o Igapó-Açú é um afluente do Rio Madeira, no coração da Amazônia, um rio extenso, forte, com inúmeras entradas, lagos isolados e uma biodiversidade gigantesca. A região abriga um dos mais interessantes ambientes para tucunaré açu no Brasil.

Essa bacia recebe influência direta do pulso das águas do Madeira, e por isso tem uma dinâmica de cheia e vazante muito bem definida, criando períodos perfeitos para a pesca esportiva.



Tucunaré Açu em quantidade e ação constante

Nos lagos e canais do Igapó-Açú encontramos tucunarés entre 60 e 75cm, que eram exatamente o tamanho padrão daquela etapa da temporada. Mas a quantidade de peixes deixou essa pescaria particular: teve dia que passei dos 30 peixes, com ação praticamente o tempo todo.



Algo que me chamou a atenção foi perceber que muitos peixes estavam chocando, por isso tive poucos ataques nas iscas de superfície. Isso me levou a usar muito iscas de meia água, observando o comportamento do peixe, sentindo a resposta camada por camada.

E preciso destacar: a isca que fez diferença nessa pescaria foi a Encrenca Spin, que entrou na água e entregou resultados impressionantes outra que fez um sucesso também foi o King Spinner com Slow Shad da Monster3x.


O silêncio do caiaque e a contemplação da Amazônia 

Além do barco regional, eu tive a ideia de levar um caiaque e um bote pequeno para explorar lagos centrais. Pescar de caiaque é algo difícil de explicar…

Quando você está ali, tão próximo da água, sem motor, sem barulho, só você, a natureza e o rio, o tempo parece andar mais devagar. Há silêncio, há paz, há contemplação. Muitas vezes eu parava de pescar só para observar o reflexo da luz nas árvores, ou a superfície espelhada dos lagos intocados.

É como se por alguns minutos você desaparecesse do mundo e se conectasse apenas à Amazônia.



Prospecção e o futuro: Açú Amazon Trip 2026

O objetivo dessa viagem era mapear áreas para receber os clientes a partir de 2026. E deu tão certo que a operação irá disponibilizar 6 botes pequenos, cada um com 2 pescadores + guia, justamente para explorar lagos centrais isolados, onde o peixe praticamente não recebe pressão de pesca.

Essa será uma das experiências mais exclusivas da pesca amazônica — pescar em lugares onde o peixe nem imagina que existe pescador.



Melhores meses no Igapó-Açú

O período ideal vai de agosto até dezembro, quando a água desce e revela lagos e praias perfeitas para o tucunaré. Claro que todo ano a Amazônia nos surpreende, podendo chover mais ou menos, mas de forma geral, esse é o período mais intenso e produtivo da temporada.


Uma viagem que superou qualquer expectativa

A prospecção foi muito mais produtiva do que eu esperava, mas além dos resultados técnicos, o que mais trouxe comigo foi a sensação de ter recuperado a essência da pesca, aquela que conheci ainda criança.

Em 2026, tenho certeza absoluta de que os pescadores que participarem da operação vão se encantar com o Igapó-Açú, viver dias intensos de pesca, sentir a força dos tucunarés e experimentar um dos lugares mais incríveis da Amazônia.

Eu estou contando os dias.

Porque algumas pescarias a gente faz pelo peixe…e outras a gente faz pela alma. 



Quer conhecer esse destino

 
 
 

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